sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Papai Noel da falência bancária

Papai Noel sempre foi o símbolo de um Natal recheado em compras. Nestes últimos dias em Oxford vejo uma pichação de Papai Noel avisando com o dedo apontando em riste: "contenha o seu consumismo". Até eu que tento me conter com todas as minhas forças me senti culpado.

Hoje, chegando em Cambridge, vejo algumas notícias como:

1) O super-pacote de 700 bilhões para salvar os bancos 'micou'

2) O banco Washington Mutual teve a maior falência da história dos EUA

3) Hoje será lançado no Brasil o iPhone da Apple (e também: 'Celebridades tentam ir a festa de lançamento para conseguir telefone de graça, huahuahuahua')

4) O ator de 'Borat' é preso em desfile de moda

Não tenho muito a dizer sobre todas estas notícias de economia. O que penso já disse nos tópicos A e B anteriores. Eu quero falar de física, mas ainda não consigo, hehehe, porque tudo gira em torno de Wall Street e as pessoas prestam mais atenção no casamento da Juliana Paes do que no lançamento do LHC. Falar nisso, queria aproveitar e promover o blog do Celião que divulga as coisas da física uma forma séria e inteligente.

http://cadmjr.blogspot.com/

Mas enfim, o que o consumo sem limites pode fazer... Destruir a economia do país que promove o alto consumo por exemplo? :)

É, no ano passado estive nos EUA e fiquei observando como o estilo típico é altamente destrutivo. Eu sei que sem consumo não há economia, ou economia nos moldes paradigmáticos atuais. Porque existe essa história de que a economia entra em recessão e tudo vai para o ralo. Mas os estadunidenses são os mais consumistas e mesmo assim estão ido para o ralo da recessão dura. E com eles todos nós de outros países?

Papai Noel de Oxford prometo ser um bom menino e não comprar o iPhone, pelo menos por enquanto. Ser boa pinta não é comigo, meu caro Papai Noel de Oxford. Prefiro financiar as orquestras filarmônicas com o dinheiro que provavelmente eu compraria o iPhone. Ou aqueles projetos de arte nas favelas.

Por falar em boa pinta, o Sacha: o cara é um gênio, porque muito provavelmente ele colocará a cena da invasão no seu novo filme sobre moda, e no filme provavelmente ele colocará que a invasão teve repercussão mundial e o seu personagem ficou famoso e etc. Gosto desse cara. Ele tem peito e idéias originais para armar 'pegadinhas' ideológicas muito engraçadas e sem violência explícita. Acabo o presente post com ele, porque no mundo da moda existe muita coisa bonita, mas muita coisa perversa: é um bonito diferente de uma música de Beethoven, p.ex., que sempre será moda ad infinitum; as roupas de grife, por outro lado, perdem o significado em um ano, e você tem que consumir novos lançamentos da grife ad infinitum se quiser ser alguém boa pinta... Se a moda é verdadeiramente arte, então que os novos lançamentos acabem nos museus e não na Daslu. Papai Noel de Oxford, prometo ser um bom menino e nunca comprar na Daslu. Ponto final.

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