sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Os 5 maiores países nazistas de todos os tempos

The requirements of freedom apply fully to Africa and Latin America and the entire Islamic world.
(George W. Bush, no discurso de invasão ao Iraque)

Embora eu saiba que nazismo é uma palavra usada para expressar o nacional-socialismo alemão do século XX, usarei o termo como licença poética. Na minha exclusiva opinião, abaixo destaco os países que cometeram as maiores atitudes nazi-fascistas nos últimos 200 anos contra seres humanos (seria justo, mas polêmico demais, adentrar o assombrado mundo de ataques aos direitos dos animais). Como vocês podem notar, a idéia de que o Terceiro Reich foi o maior país nazista é um marketing promovido por certas nações:

1. Império Britânico (séculos 18, 19 e 20): foi um dos primeiros a teorizar "cientificamente" que existiam diferenças entre as etnias devido a diferença de cor e formato do crânio, e que certas "raças", como os negros, indianos e irlandeses, eram mais criminosas que outras; mapearam Londres de acordo com os bairros onde moravam pessoas com determinados formatos de crânio criminoso (segundo as teorias de Cesare Lombroso e Eugen Fischer); separaram as populações de suas colônias em bairros específicos, precursores do gueto e do campo-de-concentração; 50 milhões de indianos morreram em decorrência desta política; centenas de milhares de aborígenes australianos foram mortos; foi criado o violento sistema de apartheid na África do Sul para separar brancos de negros, e não permitir que houvesse convivência entre os grupos. Hoje o atual Reino Unido tenta se livrar de todas as formas do pesado passado; o problema é que apóia os EUA em guerras no mínimo desconfiáveis.

2. Estados Unidos da América (de ~1850-até hoje): desde o início, os principais colonizadores anglo-saxões dizimaram nações indígenas e promoveram uma sociedade separada em "castas raciais"; na década de 1920 foi contratado o famoso "geneticista" alemão Eugen Fischer para auxiliar os estadunidenses na implantação oficial do regime eugenista de não-mistura de "raças"; todos os casamentos realizados entre brancos e negros, índios e negros, brancos e índios foram dissolvidos em cumprimento de lei e os mestiços eram esterilizados; entre 1915 e 1930, 30 estados norte-americanos promulgaram leis impedindo alguns tipos de casamentos inter-raciais e, em 1924, a entrada de imigrantes do leste europeu e dos países mediterrâneos foi drasticamente limitada pela promulgação da Lei de Restrição da Imigração (Lei Johnson), aprovada com base na justificativa de que esses imigrantes procediam de populações geneticamente inferiores às nórdicas e anglo-saxônicas; este modelo era muito famoso na época e devido ao grande sucesso foi importado para a Europa, em especial para o iniciante Terceiro Reich Alemão. Tal política não existe mais de forma oficial, no entanto é extremamente forte de maneira extra-oficial em grande parte do país, onde negros, latinos e indígenas são vistos de maneira "não-amistosa" por comunidades de "raça pura". Atitudes internacionais como o extermínio em massa de todo o exército iraquiano rendido quando este se retirava do Kuwait, no fim da Guerra do Golfo (violando todos os tratados de guerra), a criação imaginária de fábricas de armas químicas no Iraque para justificar uma invasão (por interesse econômico escamoteado), contam muito para deixar os EUA no segundo lugar da lista, sem falar dos indícios inescrupulosos da participação governamental no 11 de setembro (como não há prova documental sobre o caso, não entrarei no mérito). As atuais novas leis de "segurança nacional" tornaram os EUA extremamente inóspitos para visitantes de origem muçulmana e latina, e o uso da tortura é oficializado em porões que invisíveis se escondem dos apelos da Convenção de Genebra. Herta Däuber-Gmelin, ex-ministra da Justiça do governo alemão de Gerard Schröder, comparou tais métodos àqueles usados por Adolf Hitler no Terceiro Reich. Se isso causa estranheza, pesquise você mesmo: em 3 de junho de 1997, um grupo composto por Jeb Bush, irmão de George W. Bush, Dick Cheney, Francis Fukuyama, I. Lewis Libby, Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld e outros, emitiu uma declaração lançando o Project for the New American Century (Projeto para o Novo Século Americano) com a proposta de aumentar os gastos com defesa, fortalecer os vínculos democráticos e desafiar os "regimes hostis aos interesses e valores" americanos, promover "liberdade política" em todo o mundo, e aceitar para os EUA o papel exclusivo em "preservar e estender uma ordem internacional amigável à nossa segurança, nossa prosperidade e nossos princípios". Isto é quase igual ao discurso de Deutschland über alles (a Alemanha para todos) de Adolf Hitler em 1939. No ano 2001, ao tomar posse, George W. Bush nomeou quase todos os nomes acima para cargos de ministro.

3. Terceiro Reich Alemão (~1930-1945): baseado em uma mistura de eugenismo e religião nórdica, o Terceiro Reich de Hitler oficializou a criação do gueto e do campo-de-concentração para judeus, ciganos, homossexuais e demais "raças" que não fossem "arianas". Eugen Fischer foi nomeado por Hitler como reitor da Universidade de Berlin. Como a interpretação de "raça não-ariana" era algo extremamente subjetivo, o saldo de mortes foi incrivelmente grande: 6 milhões de judeus (principalmente no projeto para "limpar" a Polônia), e mais de 20 milhões de ciganos e eslavos. Resta saber por que, embora sejam de etnia semita, os árabes foram poupados, recebendo até mesmo apoio formal do Terceiro Reich.

4. Sérvia de Milosevic (1992-1995): as etnias não-eslavas eram inferiores e deveriam ser massacradas; soldados foram enviados à Bósnia para metralhar livremente as pessoas nas ruas. Crianças e velhos não foram poupados. A ordem era destruir os croatas e os muçulmanos. O principal massacre ocorreu na cidade de Srebrenica. O objetivo era matar cerca de 50 mil muçulmanos.

5. Segundo Reich Alemão (~1870-1918): Eugen Fischer criou os chamados campos de concentração na Namíbia nesta época; o objetivo era separar negros de brancos, evitar a mistura danosa entre etnias, e demonstrar via experimentos, que a raça negra era inferior; milhares de negros morreram nos campos da Namíbia (os campos da Ilha Shark eram os mais terríveis) e os crânios e cabeças em conserva de negros eram enviadas para a Europa para o estudo em museus e universidades. Na época era comum ver na Europa carroças lotadas de crânios da Namíbia.

Menção honrosa: Itália de Mussolini (~1925-1945; tentou reviver o império romano usando idéias eugênicas híbridas importadas do Terceiro Reich), China (embora tenha sistema produtivo socialista, a China cometeu inúmeras ações eugenistas e fascistas durante sua história; atualmente é um dos países que mais promovem a idéia de raça pura via engenharia genética), Israel (pelos massacres sem-fim de palestinos, libaneses e etc.), Iraque de Sadam (genocídio em massa de curdos com armas químicas), Ruanda (veja postagem especial) e Sudão (muçulmanos fazendo limpeza étnica; veja postagem especial), Império Japonês (século 19-até 1945; invadiu China e outros países orientais para promover um laboratório de limpeza étnica), Argentina do século 19 (implantou uma metódica limpeza étnica de negros e indígenas). E como bem lembrado pelo amigo, físico de partículas, Célio Moura, vale também colocar o Brasil: durante o domínio português implantou o genocídio indígena (veja link aqui) e atrocidades contra os negros; também ainda hoje são cometidas atrocidades aos direitos humanos via grupos de extermínio (matando desde crianças abandonadas a mendigos). E não poderia de mencionar os mais cruéis herdeiros do Império Britânico, além dos EUA: Austrália e África do Sul. O primeiro, dando continuidade a terríveis ações britânicas contra os aborígenes, por cerca de cem anos, tomou as crianças autóctones de suas mães para enviá-las para centros estatais nos quais eram treinadas para trabalhar como criadas da população branca -- crime que ó deixou de ocorrer apenas na década de 1970. Já no caso da África do Sul, a política de apartheid continuou tão ferozmente quanto na época do império, e somente na década de 1990 leis foram estabelecidas para amenizar o pesado currículo nazista do país africano.

6 comentários:

  1. Muito bom Carlos!
    Um abraço

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Fala Carlão! Acho que o Brasil também merece uma menção honrosa. Veja no polêmico 'post' "O genocídio que arrepiou o "mundo""
    http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2008-12-14_2008-12-20.html#2008_12-19_12_45_40-129493890-25
    Tenho acompanhado seu blog, apesar de não comentar sempre. Gosto muito!
    Aproveitando que ainda estamos nos começo do ano, Feliz 2009! Abração!!

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  4. Opa Celião! Valeu pelo apoio!
    Estou colocando uma menção honrosa ao Brasil sim :). Obrigado por lembrar!
    Abraçao

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  5. Esqueceu de comentar do genocídio anti branco no Zimbábue e na África do Sul

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  6. Esqueceu de comentar do genocídio anti branco no Zimbábue e na África do Sul

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