sexta-feira, 31 de julho de 2009

A urina, a guerra e o poder

Todo animal marca o seu território. Aquele que mais eficazmente marca, garante o poder sobre o território. Cães em geral fazem isso com sua urina. Isso foi herdado dos lobos. O lobo chefe, quase sempre é macho, e anda com a cauda erguida. O dono da matilha.

Seres humanos também são animais, como lobos, vacas, galinhas ou caranguejos, embora tente-se negar até o fim esta evidência científica óbvia, pois para muitos, se Deus disse que deveríamos dominar sobre a natureza e os animais, então que se cumpra.

Como animal, o ser humano, representado pelo macho, embora não urine como lobo, também guarda o seu território de uma maneira pertinaz. Para quê urinar no canto da parede se com inteligência posso construir uma arma que aniquile aquele que ousar me tirar o território?

Território para o ser humano adquire palavra nova, algo mais sofisticado que um pedaço de terra, algo mais proeminente que a chefia. Esta palavra começou naquele momento em que alguém se aproveitou de armas, inteligência, cumplicidade e medo. Poder, eis o que se conquista com a urina da força bruta.

Mocinho e bandido. Bem e mal. Algum lobo experto criou estas e aquelas palavras. Dependendo da matilha a que você pertença, você será considerado um ser do bem ou do mal. Mas tudo funciona com o único intuito de defender os interesses da matilha.

Quando duas matilhas rivais de lobos se encontram, seus líderes lutam até que o líder que representará a fusão das matilhas surja do embate. Quando dois grupos humanos se encontram, desde há milênios, luta-se como lobo, com sofisticações da inteligência a que chamamos estratégia. E a conquista do território é demarcada com sangue e não urina.

Todos sabem que estou falando de guerra. Mulheres ou crianças não participam de guerras. Assim como os lobos, só os machos se aventuram. A luta pelo poder a partir da força. Exércitos montados cheirando a ignorância, armas se sofisticando, e os territórios conquistados, não bastasse o sangue, também precisam da marca dos impostos, aquele símbolo material em que o grupo conquistado vira vassalo entregando boa parte daquilo que produz.

Assim, a principal busca física ou metafísica do animal, fora comida e procriação, é atingida dramaticamente pelo ser humano com guerras e impostos. E o território, conquistado a partir de longas lutas armadas é logo transformado em país, onde presidente é o lobo-mor, cobrador de impostos-mor, controlador da matilha-mor. Seja ele presidente do executivo, do legislativo ou do judiciário. Não são estes os três poderes? Não são estes os três rastros de urina?

Não, talvez os três poderes sejam apenas a fachada por trás de uma verdade mais dura. Quem tem verdadeiramente o poder vitalício não seria aquele que possui a arma e a energia? Logo, as guerras de território também virarão guerras pela manutenção do arsenal bélico e energético. Misseis e petróleo.

E ai de quem lutar contra a lógica instituída por estes lobos. Eles são protegidos por desembargadores e juízes. São alimentados por gerações de presidentes e as leis construídas pelos legisladores estão sempre a seu favor. O abastecimento vem através do grupo dominado, que é obrigado a pagar impostos na ilusão de que isto promoverá a pretensa paz de uma nação. Ledo engano. O grupo é usado como fantoche, joguete, onde impostos continuarão a fazer a sua função de sempre: a de tornar vassala a nação dominada.

E se um dia um grupo forte se levantar e dominar o dominador, como lobos, espalhará a sua urina fétida por todos os cantos e utilizará inescrupulosamente nomes como liberdade, igualdade e fraternidade em prol da causa animal de sempre que é manter o poder para garantir a comida, o sexo e o prazer do lobo-mor e dos cabeças da matilha.

Para manter a cauda em pé podem-se utilizar quaisquer nomes, desde capitalismos a socialismos.

Quem um dia ousa mostrar um espelho ao humano-lobo, para que ele saiba que é animal, o lobo-humano organiza a sua milícia pútrida para destruir aquele ousante. Já ouviram falar da queda de certos Johns Fitzgeralds, Martins Kings, Canecas ou Giordanos Brunos?

Se assim é a matilha, não sou eu o fraco lobo que revolucionará o instinto animal. No entanto, existem algumas atitudes indolores que podem criar uma devastação no ciclo vicioso das matilhas modernas, amenizando o forte odor de urina espalhado na nossa pele: o maior fabricante de armas encontra-se nos EUA e é alimentado com dinheiro do governo dos EUA. O governo dos EUA é alimentado a partir dos impostos inseridos nos bens produzidos nos EUA. Logo, se você não comprar tudo aquilo que represente os EUA, você contribuirá enormemente para acabar com os lobos das armas das guerras. Quem sustenta energeticamente tudo isso são grandes empresas de petróleo que estão em sua maioria no Texas, com filial nos países árabes. Eles dependem do seu carro e da sua compra de gasolina. Compre uma bicicleta e livre-se da urina destes lobos.

No entanto, se eu fosse um lobo um pouquinho mais forte, além de fazer o que já faço e descrevi no parágrafo anterior, eu desistiria desta luta sem fim de brincar de ser lobo. Simplesmente deixaria de pagar meus impostos, construiria uma casa no campo onde nenhum lobo fosse capaz de se aproximar. Lá eu poderia sonhar sossegado com o dia em que o teodolito de Kubrick destruiria a ânsia de poderes dos desembargadores, legisladores e executivos, onde todos rasgariam os símbolos de poder como identidades, cpfs, títulos de eleitor e pacificamente retirariam do solo apenas o necessário para se viver tranquilo, sem guerras, urinas e luta por um poder fictíficio que nunca é alcançado completamente.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Risco de câncer cai à metade com 30 minutos de exercícios ao dia

Londres, 27 jul (EFE).- Correr, nadar, pedalar ou jogar bola por pelo menos 30 minutos ao dia não só previne o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como reduz à metade o risco de câncer, segundo um estudo publicado hoje pelo "British Journal of Sports Medicine".
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A pesquisa indica que, quando uma pessoa pratica esportes de média ou alta intensidade, o consumo de oxigênio aumenta e ajuda o corpo a combater diversos tipos de doença, entre elas o câncer.

Para chegar a essa conclusão, uma equipe de pesquisadores das universidades finlandesas de Kuopio e Oulu acompanhou por quase 17 anos os hábitos de vida de mais de 2,5 mil homens adeptos de práticas esportivas e que tinham de 42 a 61 anos de idade.

Do total dos participantes do estudo, 181 morreram em decorrência de algum tipo de câncer. Os mais frequentes foram de pulmão, próstata, cérebro, na região gastrointestinal e nos nodos linfáticos.

Ao longo da pesquisa, os cientistas estudaram os hábitos esportivos dos voluntários para determinar, em unidades metabólicas (MET), qual a quantidade de oxigênio consumida durante a prática de exercícios segundo a intensidade do mesmo.

Ficou constatado, por exemplo, que a quantidade de oxigênio consumida numa caminhada normal, numa caminhada acelerada e durante o nado é de 4,2 MET, 10,1 MET e 5,4 MET, respectivamente.

Em média, a quantidade de oxigênio consumida por todos os voluntários em seus exercícios era de 4,5 MET. Por dia, eles dedicavam 66 minutos a atividades físicas.

No entanto, 27% deles sequer dedicavam meia hora de seu dia à prática de esportes.

Com esses dados na mão, os pesquisadores concluíram que um aumento de 1,2 MET na quantidade de oxigênio consumida durante exercícios reduz os riscos de câncer, especialmente de pulmão e na região gastrointestinal.

Durante o trabalho, os cientistas avaliaram outros fatores exógenos, como a idade, o consumo de álcool e tabaco, a alimentação e o índice de massa corpórea de cada um. EFE

domingo, 26 de julho de 2009

Investigative topics about Swine Flu

By Robert F. Kennedy Jr.
(From Gazeta Wyborcza, Poland, October 2003)

I am President of Waterkeeper Alliance an environmental group and a leader of a national coalition of family farmers, fishermen, environmental and animal welfare organizations, religious and civic associations, and food safety advocates who are fighting Smithfield Foods in the United States. During the past eighteen months, I have come to Poland twice to alert the Polish people about the dangers of allowing Smithfield a foothold in this country, most recently at the request of the Animal Welfare Institute.

Smithfield is one of a handful of large multinationals who are transforming global meat production from a traditional farm enterprise to factory style industrial production. Smithfield is the largest hog producer in the world and controls almost 30% of the U.S. pork market. Smithfield’s style of industrial pork production is now a major source of air pollution and probably the largest source of water pollution in America. Smithfield and its cronies have driven tens of thousands of family farmers off the land, shattered rural communities, poisoned thousands of miles of American waterways, killed billions of fish, put thousands of fishermen out of work, sickened rural residents and treated hundreds of millions of farm animals with unspeakable and unnecessary cruelty.

Four years ago, in 1999, Smithfield began buying slaughterhouses and state farms in Poland. On July 22nd of this year, I sat in the crowded Senate Conference Room in the Polish Republic’s Senate Building in Warsaw listening as Smithfield’s Vice President Gregg Schmidt promised the senate agricultural committee that Smithfield will “modernize” Polish agriculture and bring prosperity and jobs to rural communities.

For the past two decades, Smithfield Foods and its allies have made identical promises to the people of North Carolina, one of America’s rural states. After listening to these promises, the state Senate passed laws to make it much easier for Smithfield to do business in North Carolina.

With encouragement from these politicians, Smithfield built the largest slaughterhouse in the world in Bladen County North Carolina. The plant butchers 30,000 pigs each day. By building this pig slaughter plant, Smithfield set off explosive growth of a new way of producing hogs in North Carolina -- factory-style production.

Factory Farms

Although Smithfield, a Virginia-based meat packer, never before owned a farm, its CEO, Joe Luter, began buying up farms so that the company could control, as he likes to boast, all aspects of pork production “from piglets to pork chops.” Luter who describes himself as “a tough man in a tough business” lives in a $17 million Park Avenue mansion in New York. He is known for a ruthless style that maximizes profits by industrializing agriculture and eliminating both animal husbandry and the family farm.

Smithfield builds football field-sized warehouses in which the company crams thousands of genetically manipulated hogs into tiny metal boxes where they are deprived of sunlight, exercise, straw bedding, rooting, and social opportunities. A hog is as smart and sensitive as a dog. Under these crowded stressful conditions, they must be kept alive by constant doses of antibiotics, and heavy metals. Antibiotic resistant bacteria and residues of these additives naturally end up in their waste.

Industrial Style Pollution

Since a hog produces ten times the amount of waste as a human, a single hog factory can generate more fecal waste than Warsaw. One of Smithfield’s factories in Utah houses 850,000 hogs and produces more fecal waste than New York City’s 8.5 million people. Hog waste falls through slatted floors into a basement where it is periodically flushed into giant outdoor pits called lagoons. While cities must treat sewage before discharging it, Smithfield’s meat factories dump their liquid manure untreated onto fields which quickly become saturated. The manure then percolates into groundwater or is carried by rain into nearby streams or lakes. Waste from industrial pork factories contains a witch’s brew of nearly 400 dangerous substances, including heavy metals, antibiotics, hormones, deadly biocides, pesticides, and dozens of disease-causing viruses and microbes. Antibiotic residues in this lethal soup foster the growth of deadly “super bugs” -- disease organisms that are immune to human antibiotics.

Polluted Water Supplies

Millions of tons of fecal stew produced by the meat factories has poisoned groundwaters in 34 states with deadly nitrates that can kill infants and cause severe mental retardation in children. Disease epidemics caused by meat factories have sickened and killed thousands of Americans. In 1993, for example, a meat operation's microbes were suspected to have tainted a water supply sickened 400,000 people in Milwaukee (half the population!) and killed 114 individuals.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por que o povo não se manifesta?

Dizem alguns especialistas em ética, como o influentíssimo Prof. José Arthur Gianotti, da USP, que a atual crise no Senado Federal parece ser um dos maiores escândalos éticos da história recente do Brasil.

Para entender tal crise, basta relembrar três pontos principais:

1- Os Atos Secretos: senadores nomeiam, sem que a sociedade que os elegeu saiba, funcionários pagos através de uma conta, é claro, secreta. Os poderes para gerir os atos secretos foram delegados, por senadores, ao diretor Agaciel Maia.

2- O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi quem ampliou os poderes de Agaciel Maia para gerir o dinheiro do plano de saúde dos servidores, depositado em três contas paralelas sem nenhuma fiscalização. Reportagem da Folha revelou que as contas tinham mais de R$ 160 milhões. Dinheiro de quem? Já ouviram falar em ICMS, IPVA, Imposto Retido na Fonte, IPI (que dizem que deu uma trégua), IPTU, IOF, ISS, Taxa de Coleta de Lixo, ITBI, ITCMD, etc, etc, etc????

3- Tudo isso, relatado em Atas, nenhuma novidade, Secretas, hehehehe....

As contas do Senado, criadas em 1997 pela Mesa Diretora do Senado, foram movimentadas por Agaciel Maia durante anos, sem fiscalização. A única forma de controle da aplicação dos recursos era uma comissão interna fantasma, que não se reúne há cinco anos e é formado por funcionários que deixaram o Senado e tem até um morto.

Sem dúvida, temos "pano pra manga" para sair às ruas e pedir um "fora Sarney" de estilo. Por muito menos, o ex-governador do Maranhão caiu, sendo substituído por, pasmem, Roseana Sarney. Por muito menos, pintamos a cara para pedir o "fora Collor". E diga-se: não queremos apenas o simples fora Sarney, queremos ver ética no Senado, no Congresso em geral, e punição exemplar. E digo mais: no Japão, Sarney já teria se suicidado há muito tempo.

Gostaria de responder de uma forma muito simples à pergunta do título: nós, o povo, somos facilmente manipuláveis por meios de comunicação, como por exemplo, a TV, que tem como representante efetivo, por exemplo, a Globo, que tem como representante no Maranhão, o nosso caro "Dôtor" José Sarney. Portanto, alguém acha que a Globo moverá uma campanha para que os caras pintadas saiam às ruas por uma ética no Senado?

Dia destes percebi que o Jornal Nacional quase não tocou no assunto, e ao contrário, passou mais de dez minutos contando a história de uma meninazinha que levou um tiro de fuzil AR15 no pé, reportagem seguida da cobertura do roubo a caixas eletrônicos por bandidos armados de AR15. (Depois não aguentei e desliguei a TV.) E que felicidade quando Michael Jackson faleceu: nada mais existiu naquele dia, e todos ouviram a estadunidense dizendo: "Michael mudou a nossa forma de pensar e ver o mundo".

E o pior de tudo é que já vejo no horizonte a crucificação de bodes expiatórios:

José Sarney pede abertura de processo contra Agaciel e Zoghbi

Este blog se solidariza a Danilo Gentili e a toda equipe do CQC, da Band, agredidos, sem vergonha alguma na frente das câmeras por seguranças do senador José Sarney.