quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ontem me perguntaram...

Ontem me perguntaram quem eu achava os mais admiráveis e os mais burros.

Os mais admiráveis, respondi, fazendo plágio flagrante de um tal email de Madre Teresa de Calcutá que circula por aí, são as crianças.

Os mais burros. Para mim não há muita discussão. Depois de anos de estudo sobre clima, depois de trilhões de observações sobre todas as desvantagens, acredito que hoje o mais burro é quem investe o seu dinheiro em um carro. Quer dizer, investir não é a palavra, porque carro é um "desinvestimento". Imagine-se numa balbúrdia no meio de um trânsito infernal, buzinas para lá e para cá, impostos para pagar, seguro para pagar, medo de ser assaltado, ficar à mercê do vaievem do preço dos combustíveis, desvalorização precoce, e acima de tudo, poluição sonora e acima acima ainda poluição do meio ambiente.

É isso que acho.

Quem me perguntou achou o discurso meio radical e disse que o carro era uma necessidade primária.

Sinceramente, acho isso uma grande desculpa. A desculpa para justificar o estatus social ou o fato de a pessoa se achar inferiorizada caso não tenha um carro.

É isso mesmo: carro grande, pinto pequeno.

Quem tem dinheiro que ande de táxi e dê empregos a milhares de motoristas. E no dia que precisar de um carro, quiser dirigir um, vá até a rent car mais próxima e alugue um.

Ponto final.

Um comentário:

  1. hehehehe.... gostei e concordo!
    Depois, me passa seu e-mail.
    Um grande abraço.
    Namastê!

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