sábado, 30 de janeiro de 2010

As 7 maravilhas da música

Alguém me perguntou, se eu pudesse listar as sete maravilhas da música, o que eu listaria.

Não sou tão conhecedor de música assim para fazer uma lista dessas. No entanto, gosto pessoal, o que eu colocaria:

Maravilha n. 1: Os oratórios e cantatas de Bach: brilhantes no sentido de apresentarem viço, e nitidamente um fogo para acender o pavio das almas apagadas.

Maravilha n. 2: As sinfonias de Mahler: inovações, jogos de percussão, metais e cordas, emoções infantis e frustrações adultas. Allegros intensos (como os finali das 1a e 7a sinfonias) e adagios altamente sofisticados e profundos (os da 4a e 5a sinfonias são exemplos claros) e coros cinematográficos (como os da 2a e 8a sinfonias). A quebra com o tradicional de tais sinfonias e suas variações atonais ou dissonantes são a chave para compreender por exemplo as trilhas sonoras do cinema do século 20.

Maravilha n. 3: Música instrumental de Bach: lute, cello, cravo bem temperado e órgão: são suítes, estudos e variações para instrumentos solo, como o lute (alaúde), o cello (essa nem precisa dizer) e o famoso cravo bem temperado (música clássica tradicional de verdade, apesar de barroca) e as inigualáveis obras para órgão: choro e triunfo harmônicos sem comparação.

Maravilha n. 4: O jazz como um todo: a música africana no limite da sofisticação; viva a mama África.

Maravilha n. 5: As ragas indianas para kitar e tablas: virtuosidade e acordes nunca sonhados pela música ocidental.

Maravilha n. 6: Os motetos e missas de Palestrina: mais misteriosos que o canto gregoriano, de uma polifonia contrapontística nunca antes vista.

Maravilha n. 7: A bossa nova e o samba canção: formas brasileiras autênticas, de harmonias admiradas em todo o mundo.

Maravilha extra: A 9a. sinfonia de Beethoven: uma ode à alegria!

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