segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cold Souls e o que vem depois

Semana passada, foi interessante, acabei vendo filmes relacionados ao entendimento da alma. Psyché em grego. Objeto de estudo da psicologia. Um dos filmes interessantes foi o "Cold Souls", de Sophie Barthes, filme que vergonhosamente perdi de assistir na mostra "Expectativa, Retrospectiva" do ano passado em Pernambuco.

O filme tem como protagonista o personagem Paul Giamatti, estrelado pelo ator Paul Giamatti. Ou seja, o ator fazendo papel de ator, dele mesmo. Giamatti não aguenta mais a falta de inspiração no palco e decide se livrar de sua alma, que por um acaso é depois vendida no mercado negro russo. A alma, que tem sua sede na glândula pineal (observe que o filme começa com a famosa conclusão metafísica de Descartes sobre o assunto), é sugada por um aparelho que a transforma em um grão de feijão e é guardada em um vidrinho num cofre. O médico responsável pela operação é o excelente ator David Strathairn (o mesmo de o excepcional "Boa noite, Boa sorte").

Não é um filme excepcional, pois perde muito de seu fôlego quando manobra para os momentos conclusivos: Paul Giamatti parece viajar para a Rússia em busca de sua alma só com o intuito de mostrar a beleza de São Petersburgo e nada mais. O reencontro psicológico consigo mesmo parece mero item episódico.

Uma frase interessante que é jogada numa das cenas é "o que será que ocorre quando alguém morre? Sua alma fica no vidrinho para a eternidade?" Daí vem outro filme, quer dizer trailer, que assisti no final de semana. Trata-se da adaptação para o cinema do livro de Chico Xavier, "Nosso Lar". História que afirma que a alma, depois da morte, sobrevive e vai morar numa cidade no além. Abaixo, para quem não viu o trailer, disponibilizo-o. Não sei como será o filme, mas o trailer me deixou bem curioso.

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