terça-feira, 22 de junho de 2010

Dunga faca na bota pisoteando um cagão global

Procuro me envolver o mínimo com o Panis et Circensis que é a Copa do Mundo, a luta de gladiadores da modernidade. Tem o seu lado bom: nos dá uma visão destacada de certos países que conhecemos pouco ou com quem nunca nos preocupamos. E certamente é muito mais amena que uma luta de gladiadores romana e bem menos violenta que os jogos com cabeças cortadas dos astecas.

Culturalmente, a Copa não terá grandes impactos para as posteridades. No entanto, há um episódio nesta semana que pode produzir impactos benéficos para a cultura no Brasil. Já produziu impactos horripilantes, pelo menos para a imprensa brasileira. Estou falando do fato de o técnico Dunga ter chamado um jornalista da Rede Globo de "cagão" e querer pouca conversa com a imprensa.

Vamos explicar por partes. Dunga é gaúcho. Pelos meus conhecimentos da cultura gaúcha, a expressão "cagão" é uma das expressões mais populares e corriqueiras. Significa simplesmente "medroso" ou "borra-botas".

Em segundo lugar, embora não compartilhe dos xingamentos do Dunga, admirei, e muito, a imposição do técnico ante a força da Rede Globo e da CBF. Isto porque a Globo conversara pessoalmente com Ricardo Teixeira, CBF Godfather, para ter entrevistas exclusivas com jogadores da Seleção.

Ora, já basta o imperialismo da Globo de adquirir os direitos da Copa, via empresa do Galvão Bueno, e submeter as outras redes brasileiras aos seus caprichos mesquinhos e exclusividades com o presidente da CBF.

Isso mesmo, meu caro Dunga, fazer frente a essa corja de "cagões" é sempre uma forma de beneficiar a população brasileira, infelizes capachos das danças bobocas do domingo e das novelas insignificantes, mentirosas e inescrupulosas dos dias de semana.

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