terça-feira, 27 de julho de 2010

Cenas bizarras na Rua Augusta

Passei esse fim de semana em Sampa.

Aquela excelente tarde com Filipe e Leonardo Luna: depois de uma ótima massa e um bom vinho, conversas sobre cultura e coisas engraçadas, fomos assistir ao "Profeta" na Rua Augusta.

Filme ótimo. Poderiam ser retirados uns trinta minutos que ficaria ainda melhor.

Para quem achou que o título da postagem tem algo a ver com o vai-e-vem de travestis na Rua Augusta, está totalmente enganado. Ao sairmos do cinema, nos deparamos com uma blitz da prefeitura de São Paulo. Estavam recolhendo os livros das banquinhas de sebo que se espalham naquela rua. Os livros em geral são excelentes e os vendedores não atrapalham o movimento na rua.

Fiquei pasmo quando os guardas jogavam os livros em sacos de lixo como se fossem algo nocivo à saúde. E livros de peso como os de Gabriel Garcia Marquez em espanhol ou coleções completas em capa dura de autores da literatura brasileira.

Ao lado da banca de livros, vendedores de dvds piratas ficaram incólumes. Os guardas nem tocaram neles.

Logicamente não fiquei calado e disse umas para os guardas.

Em breve, podem crer, isso vai virar um verdadeiro Fahrenheit 451.

2 comentários:

  1. Lembro já ter ouvido algo assim: "um país se faz com homens e livros".
    De quem mesmo é essa frase???
    Ah! de Monteiro Lobato - grande escritor para pequeninos leitores, os homens do amanhã.
    Se tivesse vivo..., coitado!?

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  2. Monteiro Lobato. Um grande ídolo. Desprezado em vida, esquecido após a morte. Mas ainda tem os seus fãs, como nós.

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