quarta-feira, 7 de julho de 2010

Hinos na Copa: os dois últimos para terminar

Por incrível que pareça, os dois hinos que faltavam colocar são o de Espanha e Holanda. Digo por incrível que pareça porque eu já havia planejado isso e coincidentemente os dois ainda estão de pé na Copa. Mas o incrível histórico por trás dos hinos, é que no século XVI a Espanha possuía o maior império do mundo e a Holanda era dominada pelos exércitos de Filipe II. Notem que no hino da Holanda (que é uma homenagem a um nobre, o príncipe de Orange Guilherme de Nassau) há referências à Espanha e ao fato histórico.

O hino da Espanha (país onde já morei e tenho grande carinho), é diferenciado no sentido em que, em contraposição ao hino francês, e à maioria dos hinos europeus, fala da paz e dos valores naturais do país.

O hino da Holanda (segundo meus amigos André e Rejane, a Holanda é um dos países mais lindos deste planeta), muito calmo e brilhante, nos coloca na pele de Guilherme de Nassau (Wilheumus van Nassouwe) e é considerado o hino mais antigo do mundo. Foi escrito em 1574 em plena ocupação espanhola. Por isso provavelmente contém o confuso verso "O rei da Espanha eu sempre honrei" (segundo alguns, dito por puro sarcamo e ironia). Ele foi um hino exclusivo dos príncipes de Orange, entre eles Maurits (Maurício de Nassau, que invadiu as possessões espanholas, entre elas o nordeste brasileiro do início do século XVII). Ou seja, muito provavelmente foi o hino de Mauritstaat por algum tempo. Mauritstaat é a minha cidade natal. Conhecida hoje como Recife de Pernambuco.



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