quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Top 10 maestros

O mundo está repleto de maestros extremamente competentes. Infelizmente as pessoas os conhecem muito pouco. Aqui vai uma lista pessoal de regentes vivos. Faço como uma referência e não como lista absoluta, afinal de contas não conheço tantos maestros assim. Infelizmente na lista não há uma maestrina. Mas dou um voto de honra a Lígia Amadio, regente que assisti uma vez no Teatro Guaíra em Curitiba, e que me encantou vivamente.

Vamos então à lista:

Top 1 - Daniel Barenboim: nacionalidade argentina, além de ótimo regente é ótimo interprete de alguns instrumentos, com destaque para o piano. Diretor da West-Eastern Divan, de união entre músicos árabes e judeus. Nunca o assisti pessoalmente, mas tenho muitos vídeos com suas interpretações.

Top 2 - Pierre Boulez: nacionalidade francesa, também é compositor. O maior compositor vivo, por sinal. Discípulo do grande Olivier Messien. Assisti a duas regências dele: a "Missa Glagolítica" (Janacek) e "São Francisco de Assis"(Messien), ambas em Londres.

Top 3 - Kurt Masur: nacionalidade polonesa, é um dos poucos maestros que regem sem batuta. É atualmente diretor da Filarmônica de Londres. Ele gosta muito do Brasil, e quase todos os anos está no Festival de Inverno de Campos do Jordão, acompanhando o maestro brasileiro Roberto Minczuk. Infelizmente ainda não o assisti pessoalmente, mas ele lembra sempre minha adolescência, quando eu assistia a seus concertos pela TV à frente da Gewandhaus de Leipzig.

Top 4 - Colin Davis: nacionalidade inglesa, é atualmente o presidente da sociedade real de música inglesa. Sua regência chama a atenção pela alegria e pela liberdade de expressão. Assisti à sua regência do Concerto n. 1 para violino (Beethoven) em Londres.

Top 5 - Lorin Maazel: nacionalidade francesa. Atualmente é diretor da Filarmônica de Nova Iorque. Muito competente à frente dos músicos e bastante carismático junto ao público. Assisti a uma apresentação dele e da Filarmônica de Nova Iorque interpretando as obras de Sibelius.

Top 6 - Claudio Abbado: nacionalidade italiana. É talvez o mais experiente de toda a lista. Foi sucessor de Karajan na Filarmônica de Berlin, o que dá enorme peso. Desde que li uma entrevista dele dizendo que só gostava de música erudita, deixei de ter vergonha de dizer que também só gosto de música erudita (hehehe). Embora Jobim e Beatles sempre serão músicas na minha lista de audição. Atualmente é diretor da Orquestra Mozart de Bolonha. Nunca o vi pessoalmente, o que é uma pena. Parece que está bem doente.

Top 7 - Riccardo Muti: nacionalidade italiana. Atualmente é diretor da Sinfônica de Chicago. Gosto muito de seu jeito de reger. Já assisti a vários vídeos de óperas regidas por ele. Uma vez o vi pessoalmente regendo o "Requiem" (Mozart) em Barcelona.

Top 8 - Zubin Mehta: nacionalidade indiana. Atualmente é diretor da Filarmônica de Israel. Já assisti a um concerto seu à frente desta orquestra regendo obras de Beethoven, em Campinas.

Top 9 - Nikolaus Harnoncourt: nacionalidade alemã, é um dos maiores interpretes de música barroca do mundo. Já o vi uma vez em Cambridge, uma das cidades que melhor interpreta música antiga, e realmente sua interpretação de Bach é extremamente zelosa. É engraçado porque ele é um conde, reconhecido como tal, e descendente dos imperadores sacro-romanos. Atualmente é regente honorário da Concertgebouw de Amsterdã.

Top 10 - Roberto Minczuk: nacionalidade brasileira. Atualmente é diretor da Sinfônica Brasileira e da Filarmônica de Calgary e o diretor artístico do Festival de Campos do Jordão. Muitos irão olhar com estranheza eu ter escolhido Minczuk, que não é tão reconhecido assim pela comunidade internacional. No entanto, como o Brasil ainda não tem tradição em artes eruditas e ciências, muitos artistas e cientistas brasileiros de alta estirpe são pouquíssimo valorizados. Finco aqui portanto o pé para meu voto honorário neste gigante da música brasileira.

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