domingo, 5 de setembro de 2010

Philip Glass e o filme "Nosso Lar"


Trecho de matéria publicada hoje na Folha Online:

""Nosso Lar", dirigido por Wagner de Assis e feito com R$ 20 milhões, narra a morte do médico André Luiz e a chegada de seu espírito a uma "colônia", em cenários repletos de efeitos especiais. A trilha sonora é de Philip Glass."

20 milhões torna "Nosso Lar" o filme brasileiro mais caro de todos os tempos. E também gostaria de repetir a última frase do trecho acima:

A trilha sonora é de Philip Glass.

Bem, apesar de ainda não ter assistido ao filme, já fico boqueaberto com o fato de termos Philip Glass na trilha do filme brasileiro. A qualidade da trilha pode não ser a melhor, ainda não tenho elementos para dizer algo, mas Philip Glass é alguém bastante reconhecido no meio erudito, um dos pais do chamado minimalismo musical. É como se no século XVIII o Brasil tivesse encomendado uma ópera a Carl Emanuel Bach, um dos inventores do estilo Rococó.

Isso confirma que mesmo os "blockbusters" brasileiros têm se empenhado em aumentar a qualidade de suas trilhas sonoras. Por exemplo, "Lula, o filho do Brasil" tem trilha sonora de Jacques Morelembaum (gigante da música brasileira!), "Chico Xavier" tem trilha sonoro de Egberto Gismonte (nem preciso dizer que considero um dos maiores compositores eruditos do nosso país) e agora vem "Nosso Lar" com Philip Glass.

O que posso dizer? No mínimo, PARABÉNS PELA OUSADIA!

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No dia 16/09, após assistir ao filme:

Continuo com o meu "parabéns pela ousadia". No entanto, a trilha é muito fraca, e vê-se claramente que tanto Philip Glass como provavelmente C. E. Bach compuseram algumas baboseiras na vida...

Quanto ao filme? Um vinho que passou na mão da melhor vinícola, cuja uva de origem foi plantada no melhor solo, cuja safra foi das melhores. No entanto, esqueceram de envelhecer no barril de carvalho... Que pena...

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