segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Para não dizer que odeio sertanejo...

... odeio mesmo o tal sertanejo universitário, cujas letras carecem de criatividade e cujas melodias são altamente previsíveis. O nome "universitário" não merecia ter algo tão pobre, musicalmente falando, atrelado a ele. Eu renomearia boa parte do estilo simplesmente como "breganejo".

Gosto é gosto e não vamos discutir isso.

A música sertaneja de que gosto é simples, mas rica, com reflexões e episódios sobre a vida no campo, onde a viola é a protagonista principal.

Cinco exemplos:









Wake me up when september ends...

Barack Obama não faz economias mesquinhas quando se trata de guerras. A sua alocação de US$ 708 bilhões para o Pentágono no ano fiscal de 2011 (que não incluem os US$ 33 bilhões pendentes, que serão aprovados pelo Congresso para a escalada afegã) ultrapassa o orçamento recorde de Bush de US$ 651 bilhões no ano fiscal de 2009.

É de se estranhar pois a retirada do Iraque teoricamente não deveria diminuir os custos bélicos?

Mais um pouco, e o Pentágono terá um orçamento de US$ 1 trilhão! E sabe, quando gastei 200 reais em 2007 para tirar um visto norte-americano (com duração de 5 anos), se o tempo voltasse, eu não faria esforços: mandaria o estágio feito na Universidade de Stanford para as cucuias e me envolveria com outras causas. Foi bom aprender sobre tantas coisas, saber que há muita gente boa por lá, que há muitos idiotas também, como em qualquer outro lugar, mas é triste ter a fatídica noção de que o seu dinheiro termina na ponta de uma ogiva que poderá cair a qualquer instante na cabeça de um inocente afegão.

Sabendo-se que a única entidade com um interesse manifesto de atacar os Estados Unidos é a al-Qaeda - uma organização pára-militar não-governamental de fanáticos religiosos com, no máximo, mil membros ativos em todo o mundo - fica mais do que evidente que o formidável poderio militar americano foi acumulado com outra finalidade. Muitos acreditam que essa "outra finalidade" é geopolítica - fortalecer ao máximo a máquina militar do Pentágono, para que os Estados Unidos tenham garantida a sua posição de dominador hegemônico global em uma época de agudo endividamento, erosão severa da sua base industrial, uma quase paralisia política no campo doméstico, e a rápida aquisição de proeminência global de várias nações e blocos novos.

Faz 19 anos que não bebo a maldita da Coca-Cola. Faz 5 anos que não entro numa loja do McDonalds (em 2005 quebrei o jejum em Londres para experimentar um big mac vegetariano; é mole?). Ontem dei um passo significativo a mais: rasguei o meu visto norte-americano e decidi que definitivamente vou continuar baixando "The Big Bang Theory" de forma ilegal. Admiro muitos aspectos da cultura estadunidense. Mas que nosso dinheiro não entre no bolso inescrupuloso de seres que tenham parcerias com a Lockheed Martin et al.



Espero ansiosamente o dia em que os executivos da Lockheed Martin larguem o osso. Abaixo, um vídeo mostrando o dia-a-dia de alguns executivos da Lockheed Martin.

sábado, 27 de novembro de 2010

La prima Opera

Claudio Monteverdi. Em Veneza. República veneziana. Estreia: teatro da corte de Mântua, 1607.

A primeira ópera de que se tem notícia foi escrita por esse tal senhor. A primeira ópera praticamente coincide com o início do período barroco europeu. A composição chamava-se "L'Orfeo, favola in musica", que conta a história mitológica do pai da música, Orfeu, em busca de sua amada Eurídice que fora tragada pelo hades (mundo dos mortos).

A seguir um pedacinho: o prólogo, interpretado pelo mestre de música antiga e viola da gamba, o catalão Jordi Savall.



Por falar em Savall, este excepcional músico é um violista da gamba fantástico. Uma palhinha para quem está curioso: música espanhola medieval, em "Folías de España". Abaixo. Notem a presença da guitarra espanhola no ensemble. Uma observação para os desavisados: a música espanhola, assim como a portuguesa, por volta do século XV era considerada a mais rica e avançada do mundo. Contém ingredientes do repertório europeu, mas principalmente do repertório árabe e judaico, o que carrega a harmonia de elementos vibrantes, coloridos, rítmicos e ao mesmo tempo melancólicos e chorosos (que caracterizam a harmonia oriental). Chorinho, bolero, tango, fado, etc, são estilos musicais que têm raiz direta no conceito de música que abaixo vocês podem ouvir.

Renaissance Consort

O amigo Walter Maciel, professor da Usp e exímio intérprete do alaúde, um dia me apresentou a esse tipo de música antiga. A renascentista. Estávamos em Oxford, Inglaterra, em 2007 e fomos a dois concertos em dois dias seguidos. Essas flautinhas conquistam a todos que a ouvem.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

As fortalezas indômitas da capital paulistana

Quando eu era mais jovem fui a uma palestra de um padre. Na verdade um frei. Frei Betto.

Numa das partes mais interessantes da preleção ele dizia: "Na idade média, uma cidade tinha reconhecimento caso possuísse uma catedral. Hoje, uma cidade é reconhecida caso possua um shopping center".

São Paulo que não para de crescer... diz a musiquinha. E São Paulo que não para de construir shopping centers.

No fim de semana fui a um. Um dos mais novos shoppings. "Shopping Cidade Jardim". Não porque eu goste. Tem relação com aquilo que Sócrates uma vez disse sobre os mercados gregos: "Costumo ir ao mercado de Atenas não por gostar, mas para ver como são numerosas as coisas de que não preciso".

O Shopping Cidade Jardim é uma fortaleza da alta sociedade paulistana. O que esperar de um shopping que tem uma loja Daslu entre seus muros?

A arquitetura e paisagismo são excepcionais: árvores e jardins internos, com luz solar penetrando por espaços abertos.

E todos, absolutamente todos, não olham para as árvores, pois, claro, estão muito ocupados em observar vitrines e as roupas que você está vestindo. Se você tem uma manchinha de gordura do tamanho de um grão de mostarda, logo uma risadinha de ironia vem à tona. E claro, se a sua camisa não é Lacoste você será condenado ao inferno desta religião chamada "capitalismo elitista".

Logicamente que enquanto eu caminhava pelos corredores riquíssimos do tal "Cidade Jardim", ouvia no meu fone de ouvido e também cantarolava baixinho, uma ária da ópera "Il Trovatore" de Verdi. Música que a elite gosta de ouvir, eu admito. Mas se a música está invisível dentro da sua cabeça e a sua camisa não é Lacoste, irei para o inferno mesmo assim.

No Shopping Cidade Jardim não existem portões para clientes que cheguem a pé. Não existe porta de saída naquele lugar. Perguntei para o guarda: "com é que eu saio deste shopping?", ao que ele me respondeu: "pegue o seu carro no estacionamento e suba até a saída mais próxima".

Carro? É preciso ter um carro para sair daquele shopping!

O primeiro piso é interessante: cheguei com um táxi que me entrou no estacionamento e subi por um elevador dando de cara com uma loja da Rolex, seguida por uma loja da H. Stern, por outra da Montblanc, Juliana Scarpa, Grifith, Ara Vartanian, etc, etc, etc. Se nas catedrais medievais o altar era feito de ouro, nada mudou nas catedrais de nosso mundo moderno.

Como eu saí do shopping? Esse é um segredo que só contarei pessoalmente para algumas pessoas privilegiadas que ouvirão a narração do fabuloso escape de Carolus Jones da pirâmide incomensurável de Montezuma com frontispício latino "non ducor duco".

Non ducor duco...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

Círculos, quadrados, estrelas

Flatland, romance escrito pelo matemático Edwin Abbott, conta a história de um quadrado (que mora num mundo 2D) que se envolve com o novo mundo das três dimensões.

O quadrado (A. Square), descobre que o mundo de estrelas, quadrados e círculos é só a ponta de um iceberg para algo muito maior e muito mais bonito. Para você que gosta de matemática e de desenhos, vamos descobrir juntos esse novo mundo?

Abaixo um trailler de um filme baseado no livro.

Prates revival.

Para quem acompanha este blog, sabe que vez em quando jogo uns vídeos do Luiz Carlos Prates. É um comentarista da RBS catarinense. Em geral, ele diz coisas risíveis e absurdas. Quem não lembra da teoria da cinta (as crianças deveriam apanhar de cinta nas escolas) e da teoria do capuz (as pessoas deveriam ser proibidas de usar capuz na rua)? Coisas para se rir de tão absurdo. E a cara dele de mal? :))

A pedidos, repassado por Valdir, Rafael Coimbra e tantos outros amigos, fica aqui a última do Luiz Carlos Prates que tem causado tantos comentários na mídia. Logo que saiu eu vi, mas bobeei em não postar no blog.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mimi... E la nave và...

Pois é, caro amigo Cláudio Barreto, ontem, após assistir ao magnífico filme de Fellini "E la Nave và", que você me repassou uma vez, fiquei cheio de ideias sobre os embates humanos e as mesquinharias a que muitas vezes nos subtemos em nossas casas, em nosso ambiente de trabalho e na vida em geral. O jogo da vaidade. Vaidade das vaidades.

"E la nave và" conta o que acontece em um navio lotado de artistas (cantores de ópera principalmente) que acompanham o funeral de uma diva da ópera até uma ilha distante. E interessante notar como Fellini explora a interação social entre duques, nobres, burgueses, a elite da música e os empregados do navio, os camponeses sérvios em fuga e os responsáveis pelos trabalhos braçais da nave. Os duetos ferozes entre os tenores que tentam comer vivo um ao outro é uma grande apoteose do embate entre as vaidades de artistas de mesma característica lírica.

Já em "La Bohème", a primeira ópera proletária já escrita, de Puccini, o dueto entre os tenores, os personagens Marcello (pintor e amante de Musetta) e Rodolfo (escritor e amante de Mimi), é pura apologia às qualidades e tristezas do amor, dueto que segue fortalecendo a amizade entre os dois, ao contrário dos duetos furiosos de "E la nave và".

Fiquem então com o dueto entre Marcello e Rodolfo, O Mimi, tu più non torni, interpretado por Luciano Pavarotti e Placido Domingo. Mais uma dádiva repassada pelo grande amigo Cláudio.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Enquanto o SBT é um lixo, a Globo é uma grande impostora

Renato Machado e o Bom Dia Brasil demonstraram há alguns dias que a Globo é uma rede no mínimo impostora, pois o nível de preparo de seus jornalistas está aquém daquele que deveria ocorrer em debates sérios. Apesar de quase nunca assistir ao Bom Dia Brasil, nesse dia, coincidentemente liguei a televisão bem na hora da entrevista feita com o Ministro da Educação Fernando Haddad, que demonstra claramente o que acima falei.

Quero deixar claro: esta postagem não é uma defesa ao ministro nem ao governo, mas sim uma crítica à Globo.

Renato Machado pergunta para Haddad: "Ministro [na questão educação] nesse ponto o Brasil não tem se saído bem. Na verdade, no IDH da ONU o Brasil está numa posição muito ruim por causa da educação. O que o Sr. tem a dizer sobre isso?"

Resposta: "Eu discordo um pouco dessa avaliação por uma razão muito simples: o IDH conta com duas variáveis. Uma variável que olha para o passado, que é a escolaridade média do brasileiro com 25 anos ou mais. Nessa variável nós vamos muito mal. (...) A variável que olha para o nosso sistema educacional é a expectativa de escolaridade, que é quase o dobro da escolaridade média dos adultos brasileiros. Se você comparar as duas você vai verificar que o Brasil é um dos países que mais avançou em escolaridade média. (...) Então, Renato, se você verificar (...) a posição que nós ocupamos no ranking você se decepciona porque você pergunta assim: por que nós não fizemos mais pela educação no nosso país? Mas se você olhar para o presente e para o futuro, o cenário é completamente diferente do século XX. (...) Vamos fazer o seguinte, façam um debate com os observadores externos ao Brasil. Façam um debate com pessoas que entendem de educação, como o CDE, Banco Mundial , Bid, Unesco, Unicef e OEI (...) vejam o quadro da educação brasileira na primeira década do século XXI em contraste com as décadas passadas. Eu faço questão de participar o assistir a esse debate com toda tranquilidade.


Renato Machado ficou em silêncio. A partir desse momento, as camêras praticamente não o mostraram mais, e quando ele apareceu novamente, via-se claramente a consternação por não ter uma resposta clara ao desafio de um debate com observadores externos, coisa que a Globo não tem autonomia para fazer, simplesmente por não ser uma rede que tenha fôlego para encarar um debate tão importante para o país. Aí ela prefere ficar no oba-oba do Jornal Nacional e do Jornal Hoje e no "simplismo do economês" do Bom Dia Brasil.


A Rede Globo não aprende que o tipo de jornalismo que andam fazendo tem causado um estrago muito grande, pois além de emburrecer (essa é a palavra), desinforma o seu leitor. Quem assiste aos telejornais globais na expectativa de se informar, acaba dando com os burros n’água.

Não sei... Se for verdade...

... que os dias de PROER acabaram... Lembram do Banco Econômico, do Banco Nacional e de tantos outros? Usaram nosso dinheiro para salvar estes bancos que hoje nem existem mais. Ledo esforço.

Hoje é o Banco PanAmericano. Do Silvio Santos. Henrique Meirelles garantiu que não houve e nem haverá uso de dinheiro público para salvar o banco.

Sempre desconfiei desse tal de Baú da Felicidade. O Baú da Felicidade e o PanAmericano (e agora a tal de Jequiti), são empresas usadas por Abravanel para sustentarem a rede SBT. Sem o capital dessas empresas, o SBT não existiria. Só que o Silvio usa horário comercial para fazer propaganda desses produtos.

No mais, o SBT é um grande circo de horrores. Silvio Santos junta todo o lixo que há no universo para apresentar ao telespectador.

Para saber mais, vou reproduzir trecho de texto que saiu hoje na Folha de São Paulo:

O Grupo Silvio Santos, o acionista principal do PanAmericano, anunciou que deve colocar R$ 2,5 bilhões no banco para cobrir um prejuízo causado por uma fraude contábil. Em seu comunicado oficial, a diretoria do banco menciona "inconsistências contábeis".

O BC descobriu que o PanAmericano vendeu carteiras de crédito para outras instituições financeiras, mas continuou contabilizando esses recursos como parte do seu patrimônio. O problema foi detectado há poucos meses e houve uma negociação para evitar a quebra da instituição, já que o rombo era bilionário.

A quebra só foi evitada após o Grupo Silvio Santos assumir integralmente a responsabilidade pelo problema e oferecer os seus bens para conseguir um empréstimo nesse valor junto ao Fundo Garantidor de Crédito. Como o fundo é uma entidade privada, não houve utilização de recursos públicos. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que também faz parte do bloco de controle, não terá de arcar com a perda.

Série grandes cantoras do jazz'n'blues: Ella Fitzgerald

É legal quando você convive com um grupo de pessoas e estas te sugerem música muito boa. Quando eu fazia iniciação científica, tinha um aluno de mestrado, o Demétrios, que era fanático por Ella Fitzgerald. Como conversávamos bastante, em geral trocávamos figurinhas sobre música, livros, teorias científicas, etc. Lembro que ele fazia aniversário no mesmo dia que eu, 18 de setembro, e então no ano de 1996 ele me presenteou com o meu primeiro disco da Ella Fitzgerald. No cd tinha a música abaixo, onde Ella canta acompanhada de Louis Armstrong. Muito bonito o início: "Stars shining bright above you...". Enjoy!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Receitas famosas: Fettuccine Alfredo

Quando fui a Roma uma vez, lembro de ter passado pelo famoso restaurante Alfredo, lugar onde foi criado o molho de mesmo nome. Na época, sem grana, uma mão na frente e outra atrás, meu único direito foi o de sentir o cheiro da comida e mais nada. Fiquei feito cachorrinho com cara de triste do lado de fora do ristorante, entendendo que naquele dia, mais uma vez, eu ia comer sanduíche sentado na beirada da Fontana de Trevi.

A primeira vez em que comi um fettuccine Alfredo foi lá na casa do Marcos Luna, diretor do Bradesco, feito por ele mesmo. O Marcos, bom entendedor de gastronomia, quando foi a Roma, almoçou no Alfredo e aprendeu a fazer o tal fettuccine. Depois ele me ensinou.

O Alfredo é um prato muito gorduroso e por isso costumo prepará-lo apenas mensalmente. Hoje mesmo, daqui a pouquinho, farei um jantar "Fettuccine Alfredo alla Panna". Vou passar duas receitas de Alfredo para vocês: a original (se bem que a versão mais antiga não leva panna -- creme de leite) e uma versão que inventei (um pouco mais temperada que a original). A receita não é muito cara. Vamos lá.

A original (Fettuccine Alfredo alla Panna):

500 g de massa tipo fettuccine (sugestão: a Barilla é sempre boa)
100 g de parmesão ralado (o melhor sempre é o parmesão ralado na hora)
2 colheres de sopa de manteiga (sugestão: Aviação para mim é muito boa)
1 colher de sopa de azeita extra-virgem
1 caixa (ou duas) de creme de leite
cheiro verde (opcional)

Preparo:

Prepare o macarrão da forma que achar melhor (digo isso porque alguns preferem cozinhar com sal, outros acham que tem que ser sem sal e com um fio de azeite, etc). Escorra. O molho: numa panela, em fogo baixo, esquente o azeite e a manteiga (isso evita que a manteiga queime) e aos poucos vá despejando o parmesão e mexendo devagar. Uma espuma vai sendo criada. O mais rápido possível (para que o parmesão não grude no fundo), despeje o creme de leite e mexa para que o parmesão fique incorporado ao creme. Se quiser, coloque um pouco de cheiro verde e desligue o fogo. Misture a massa com o molho. Use um pouco de sal, caso para o seu gosto o prato esteja insosso. Para essa quantidade, se você fizer com uma caixa de creme, o macarrão ficará mais seco. Alguns preferem assim. Eu particularmente prefiro colocar um pouco mais de creme para deixar o macarrão mais embebido no molho.

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Uma versão alternativa que de vez em quando gosto de fazer possui a mesma receita acima. Só que no finalzinho eu jogo um pouco de pimenta calabresa para dar uma sensação levemente picante. Às vezes também gosto de fazer cogumelos shitake ou shimeshi em separado, fritos na manteiga e flambados no vinho branco para depois misturar ao Alfredo. Gosto muito dessa experiência. E vou alertar mais uma vez que esse prato é bastante calórico e gorduroso. E também vou alertar que esse prato pode ter cara de sofisticado, mas, como qualquer coisa da gastronomia, qualquer um pode fazer e qualquer pode comer. Aproveitem!



Cometa Hartley fotografado pela NASA


Cassiano Nório, da equipe do "Astronomia para Todos" me enviou a foto tirada pela sonda do programa EPOXY da NASA.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Não adianta... Sempre esperamos os cadáveres...

"Vamos esperar os cadáveres para agir contra o celular?", questiona pesquisadora

Publicidade da Folha de São Paulo, 07/11/2010

DÉBORA MISMETTI
EDITORA ASSISTENTE DE SAÚDE

A epidemiologista Devra Davis lidera uma cruzada para fazer as pessoas deixarem o celular longe de suas cabeças. Convencida de que a radiação emitida pelo aparelho lesa a saúde, ela escreveu "Disconnect" (sem edição no Brasil), cuja base são pesquisas que começam a mostrar os efeitos dessa radiação no organismo. Nesta entrevista, ela também perguntou: "Vamos esperar as mortes começarem antes de mudar a relação com o celular?".

Pesquisa liga proximidade de antena a maior risco de câncer
Aparelho celular é só uma das fontes de ondas nocivas, lembra médico
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Divulgação
A epidemiologista Devra Davis
A epidemiologista Devra Davis, 64

Folha - Quais os riscos para a saúde de quem usa celular?
Devra Davis - Se você segurá-lo perto da cabeça ou do corpo, há muitos riscos de danos. Todos os celulares têm alertas sobre isso. As fabricantes sabem que não é seguro. Os limites [de radiação] definidos pelo FCC [que controla as comunicações nos EUA] são excedidos se você deixa o celular no bolso.

Quais os riscos, exatamente?
O risco de câncer é muito real, e as provas disso vão se avolumar se as pessoas não mudarem a maneira como usam os telefones. Trabalhei nas pesquisas sobre fumo passivo e amianto. Fiquei horrorizada ao perceber que só tomamos atitude depois de provas incontestáveis de que danificavam a saúde.
Reconheço que não temos provas conclusivas nesse momento. Escrevi o livro na esperança de que meu status como cientista tenha peso, e as pessoas entendam que há ameaça grave à saúde e podemos fazer algo a respeito.

Mas há estudo em humanos que dê provas categóricas?
Quando você diz "provas", você quer dizer cadáveres? Você acha que só devemos agir quando já tivermos prova? Terei que discordar. Hoje temos uma epidemia mundial de doenças ligadas ao fumo. O Brasil também tem uma epidemia de doenças relacionadas ao amianto. Só recentemente vocês agiram para controlar o amianto no Brasil, apesar de ele ainda ser usado. Ninguém vai dizer que nós esperamos o tempo certo para agir contra o tabaco ou o amianto. Estou colocando minha reputação científica em risco, dizendo: temos evidências fortes em pesquisas feitas em laboratório mostrando que essa radiação danifica células vivas.

Qual a maior evidência disso?
A radiação enfraquece o esperma. Sabemos por pesquisas com humanos. As amostras de esperma foram dividas ao meio. Uma metade foi mantida sozinha, morrendo naturalmente. A outra foi exposta a radiação de celulares e morreu três vezes mais rápido. Homens que usam celulares por quatro horas ao dia têm a metade da contagem de esperma em relação aos demais.

Crianças correm mais perigo?
O crânio das crianças é mais fino, seus cérebros estão se desenvolvendo. A radiação do celular penetra duas vezes mais. E a medula óssea de uma criança absorve dez vezes mais radiação das micro-ondas do celular. É uma bomba-relógio. A França tornou ilegal vender celular voltado às crianças. Nos EUA, temos comerciais encorajando celular para crianças. É terrível. Fico horrorizada com a tendência de as pessoas darem celulares para bebês e crianças brincarem. Sabemos que pode haver um vício no estímulo causado pela radiação de micro-ondas. Ela estimula receptores de opioides no cérebro.

Jovens usam muitos gadgets que emitem radiação.
Sim, e eles não estão a par dos alertas que vêm com esses aparelhos. Não é para manter um notebook ligado perto do corpo. As empresas colocam os avisos em letras miúdas para reduzir sua responsabilidade quando as pessoas ficarem doentes.

É possível comparar a radiação de celular à fumaça?
Sim. O tabaco é um risco maior. Mas nunca tivemos 100% da população fumando. Agora, temos 100% das pessoas usando celular. Então, ainda que o risco relativo não seja tão grande, o impacto pode ser devastador.

Nos maços de cigarro, há aquelas fotos horríveis. Esse é o caminho para o celular?
Isso é o que foi proposto no Estado do Maine (EUA). Está se formando um grande movimento para alertar as pessoas a respeito dos celulares. Isso é o que aconteceu com o fumo passivo. Vamos começar a ver limites para a maneira e os locais onde as pessoas usam celular. A maioria não sabe que, se você está tentado conversar num celular em um elevador, a radiação está rebatendo nas paredes e fica mais intensa em você e em quem estiver perto.

Além de usar fones, o que é possível fazer para prevenir?
Enviar mensagens de texto é mais seguro do que falar. Ficar com o celular nas mãos, longe do corpo, é bom, e mantê-lo desligado também.

Mas celular é um vício!
Sim. Temos que usá-lo de forma mais inteligente.

domingo, 7 de novembro de 2010

Nos tempos de Cambridge...

Saudades de Cambridge... Principalmente daqueles dias onde saía do trabalho no Cavendish Laboratory e ia assistir aos corais nos colleges.

Para recordar... Abaixo o côro do Clare College de Cambridge interpretando o compositor inglês Henry Purcell. Música sacra anglicana da mais alta textura (como algumas ragas indianas, polifonias católicas, cantatas luteranas ou canções islâmicas uyghur).

Jubilate Deo (David's Psalm 100)

1O be joyful in the LORD, all ye lands.

2Serve the LORD with gladness: come before his presence with singing.

3Know ye that the LORD he is God: it is he that hath made us, and not we ourselves; we are his people, and the sheep of his pasture.

4Enter into his gates with thanksgiving, and into his courts with praise: be thankful unto him, and bless his name.

5For the LORD is good; his mercy is everlasting; and his truth endureth to all generations.

Glory to the Father, to the Son and to the Holy Ghost. Amen.

Veja abaixo, em um parágrafo, porque sempre teremos verba de campanha, Paulo Preto, caixa 2, PC Farias e Mensalão

As empreiteiras mais que triplicaram o volume de doações para os políticos que se elegeram para o Congresso neste ano em relação a 2006. Dos congressistas eleitos, 54% receberam recursos das construtoras em 2010, um total de R$ 99,3 milhões, informa reportagem de Silvio Navarro e Breno Costa, publicada neste domingo pela Folha de São Paulo.

Agora, a pergunta pleonasticamente cretina que não quer calar, cuja resposta está na cara, e eu pergunto só porque quero ser cretino mesmo: os empreiteiros são criaturas tão militantes assim?

sábado, 6 de novembro de 2010

E lucevan le stelle (E brilhavam as estrelas)

E lucevan le stelle
Ed olezzava la terra
Stridea l'uscio dell'orto
Ed un passo sfiorava la rena
Entrava ella, fragrante
Mi cadea fra le braccia
O dolci baci, o languide carezze
Mentr'io fremente
Le belle forme disciogliea dai veli
Svani per sempre
Il sogno mio d'amore
L'ora è fuggita
E muoio disperato
E muoio disperato
E non ho amato mai tanto la vita
Tanto la vita
(Giuseppe Giacosa)


Música: Giacomo Puccini; Placido Domingo como Mario Cavaradossi.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"Encho a cara, tomo drogas, mas sou careta"

O que está escrito abaixo são reflexões sobre a juventude brasileira.

Nos anos 70, ser careta era pensar quadrado e não consumir drogas. Fumo e alcool nem pensar. O careta autêntico era o virgem, aquele que nem chegava perto das meninas.

Nos anos 80, isso continuou, destacando-se a parte da bebida e das drogas. Para não ser careta, precisava-se fumar muita maconha e cheirar muita cocaína. Misturado com esse coquetel tinham as ideias tipo "Revoluções por Minuto", etc.

Nos anos 90, começou-se a refletir que se a pessoa não fumasse não era tão careta assim. Por algum motivo as pessoas começaram a achar que ter ideologias não era tão importante assim.

A partir dos anos 2000, a juventude entrou numa era muito engraçada. Todo mundo enche a cara, todo mundo tem liberdade total para transar com quem quiser, porém a fase das "Revoluções por Minuto" simplesmente acabou. Todo mundo enche a cara, transa pra caramba, fuma maconha, mas ninguém discute mais ideologias, política, músicas de peso ideológico ou o futuro da humanidade. Ler? O que é isso mesmo? "Ah, pra quê ler? Cansa muito a vista...".

A maioria dos jovens, quando você pergunta: "Tem alguma ideologia política?", a resposta sempre é "Não, sou apolítico!". Como assim "apolítico"?

Em resumo, temos fatalmente uma juventude que "enche a cara, toma drogas, come todo mundo, mas é careta pra caral...". E essa frase não é minha, mas do Caetano Veloso. E diante das reflexões acima, acho que ele tem razão. Além disso, ele deve ficar muito doente da vida, porque a liberdade sexual foi conquistada pela geração dele, e hoje foi transformada em banalidade. Não existe mais aquele glamour da época dele, onde a sedução tinha o toque da intelectualidade e da arte. Hoje, o cara bebe, a menina bebe, os dois se beijam, trepam e o único papo que rola talvez seja "ah, eu adoro o Tião Carreiro e Capataz".

Na minha visão drogas e alcool (se bem que alcool redundantemente também é droga) são elementos indispensáveis para deixar as mentes fracas e portanto "caretas". Ninguém pensa em consumir alcool moderadamente. A moda é encher a cara e depois vomitar: "nóis trupica, mais não cai", "beber, cair e levantar, beber, cair e levantar...". "Nóis gosta de mulher, carro e vodka." E sempre haverá o imbecil que dirá: "Mas não é verdade? Num tem nada melhor que mulher, carro e vodka". A parte da "mulher" eu realmente concordo, mas hoje talvez a juventude goste mais da parte do "carro" e da "vodka", principalmente da "vodka". E o sonho de consumo da garotada é ter um fígado de aço que aguente até gasolina, diesel e quem sabe cianureto.

E não se fala em mais nada a não ser: "meu fígado é flex!". Certo idiota, você tem um fígado flex e uma cabeça de merda.

O Brasil precisa de uma revolução juvenil. Não aquela das armas. Mas a dos livros e das ideias. Porque senão, o papo será sempre aquele entremeado de "ahashaushau" ou "hauahauahauahau" ou "hahaaludalfajafd". Daqui a pouco não haverá muita diferença entre a linguagem humana e a dos cachorros: o twitter será uma festa de "auauau" pra cá, "auauau" pra lá.

A consequência é simples: no mundo dos cachorros sempre haverá alguém para mandar "dá a patinha!", "senta!", "morto!". Morto... Morto, isso mesmo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Modificações no PL 84/99 - Ou, o dia em que perderemos a liberdade na internet

Em 1999 foi editado o Projeto de Lei de número 84 (PL 84/99) que tenta criar normas sobre o uso da internet e prevê os tipos de crimes digitais. Até aí tudo bem...

O problema é que esse projeto de lei está sendo modificado e as novas linhas prevêem uma censura absurda à internet.

No início de outubro, as modificações propostas pelo senador Eduardo Azeredo, do PSDB, foram aprovadas em duas comissões na Câmara.

O projeto de Azeredo passa a tratar como crime sujeito a prisão de até três anos a transferência ou fornecimento não autorizado de dado ou informação. Isso pode incluir desde baixar músicas até a mera citação de trechos de uma matéria em um blog.

Ironicamente, o PL do senador ligado ao partido que se diz vítima de uma suposta quebra de sigilo nas eleições, determina que os dados dos internautas possam ser divulgados ao Ministério Público ou à polícia sem a necessidade de uma ordem judicial. Na prática, será possível quebrar o sigilo de qualquer pessoa sem autorização da Justiça, ao contrário do que diz a Constituição.

Isso não é um verdadeiro "AI-5 digital"?

Atualmente o projeto está tramitando na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, aguardando a posição do relator Júlio Semeghini. O problema é que esse relator, em 2009 prometeu só enviar o projeto depois que a sociedade discutisse amplamente a proposta, e depois, sem mais nem menos, na calada da noite, enviou o projeto.

Pensa direito: que tal a ideia de ter o seu computador "grampeado" e ficar à mercê de uma lei medíocre como essa? O sigilo seria quebrado sem autorização judicial: isso é um absurdo!!!!

A sonda Deep Impact chega daqui a uma hora ao cometa Hartley

Na última quinta-feira, me reuni com a equipe do projeto "Astronomia para Todos", daqui da UFPR, para observarmos o Hartley através de telescópios. A observação foi bem sucedida, embora infelizmente a lua estivesse ofuscando a cauda. (Os telescópios foram operados no dia por Lilian Madalena, Joel Rodrigues, Vanessa Bach, Luana Lenhard, Késia de Azevedo, Helio Favero, Suelen Ricini e Luana Miotto.)

Veja abaixo uma sucessão de imagens feitas do cometa pela sonda da NASA Deep Impact (da EPOXI Mission). Ela mostra a aparição da cauda à medida em que o Hartley se aproxima do Sol.

Reflexões sobre nordestinos...

E ela tuitou: "Nordestino [sic] não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado".

Já morei nos quatro cantos desse país. E posso dizer que compreendo alguns aspectos desse ódio insano pelos nordestinos.

Porque eu sou um nordestino. Pernambucano, nascido em Recife, criado nos Aflitos. Criança que foi morar em São Paulo e conviveu diariamente com insultos de crianças paulistanas do tipo "seu baiano sujo!".

É um ódio que vem de baixo: São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Vem se alastrando também pelo Centro-Oeste.

Mas por quê?

A explicação é simples: em geral os patrões menosprezam os empregados. E os nordestinos, e também os mineiros (que no Paraná são simplesmente chamados de "nortistas"), sempre foram vistos pelo sulista "patrão" como o "empregado" preguiçoso. Além de preguiçoso, fala errado, é mal-educado, sujo, pobre e além disso VOTA ERRADO.

Só que o sulista e o paulista são tão brasileiros quanto os nordestinos e os mineiros.

Uma vez fui para os Estados Unidos com um grupo de São Paulo. E lá os americanos não diferenciam se você é nordestino ou sulista. Lá brasileiro de São Paulo é tão achincalhado quanto um baiano, e de forma ainda pior, pois brasileiro é um "sub-empregado preguiçoso" e além de tudo "ladrão".

Vou ser sincero: no sul e no sudeste vi pessoas mais empreendedoras que nordestinos na área dos negócios e das corporações. Tiro o meu chapéu e amo e aprendo muito convivendo com as pessoas do sul. Eles sabem o quanto eu os amo.

No nordeste, no entanto, vejo pessoas mais empreendedoras que sulistas na área cultural e artística. A cultura nordestina pisoteia e massacra sem dó qualquer expressão da cultura do sul/sudeste, que hoje infelizmente acabou se transformando em frankstein da cultura de massa norte-americana (vide o "sertanejo universitário" que sinceramente não sei porque tem esse nome ridículo).

Isso ocorre porque o nordestino tem uma capacidade criativa enorme. O que conduz a outros resultados expressivos em áreas como a informática.

Em Recife, por exemplo, existe um polo chamado "Porto Digital". Ali se desenvolvem os melhores softwares feitos em solo brasileiro.

Há um outro aspecto: em geral, quando não se sai do nicho onde se mora, tende-se a criar o bairrismo e um patético "orgulho da raça". Uma piada de mal gosto, onde o caboclo acaba acreditando na lenda de que o seu povo é melhor que qualquer outro povo do universo.

O sulista chama o nordestino de burro. No entanto, faça a estatística, no sul se lê tão pouco quanto no nordeste. Ninguém lê nesse nosso país e quem leva a fama é o nordestino...

São diferenças culturais que não são tão diferentes assim. O ser humano, apesar de ser um animal social, criou a tola mania de ver separações entre regiões, nações e culturas. O ser humano é o único animal que acha que não é animal e portanto um ser separado da natureza que o cerca.

É por essas e outras que eu tenho a leve impressão de que se fosse permitido ao planeta Terra tuitar alguma coisa, seria algo assim: "Ser humano [sic] não é gente. Faça um favor à Terra: mate um ser humano afogado".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Série grandes cantoras do jazz'n'blues: Billie Holliday

Cantando um grande clássico de 1936. Isso era ouvido tanto na New York dos anos '30 como na Berlin do partido nazista...

Quando estrelas se apagam...

É engraçado o efeito que ocorre quando estrelas se apagam. Isso venho observando há exatamente duas semanas. É triste quando ocorre, mas é a vida. O sol ofusca ou então a lua cheia. E uma vez que o sol ofusque, não há jeito, mas o dia fica lindo mesmo assim, azul celeste e a natureza ganha vida.

O sol é tão ofuscante que apaga estrelas, quadrados e círculos. Fica tudo bastante claro. E quando tudo está bem claro as coisas dão certo, porque você enxerga melhor o que antes não via.

ET C'EST FINI.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Músicas antigas da infância perdida...

Apesar de ter nascido nos anos 70 (fim dos 70), pouco me lembro das coisas da época.

Minha infância foi amplamente calcada sob a cultura de massa dos anos 80: McDonald's nos finais de semana, shopping centers e muita televisão. Colégio com perfil militar e ótimas lembranças daquele tempo. Infância é infância e não se pensa sobre certas ideologias.

Fiquei remoendo quais as 10 músicas que minha memória conseguia puxar da mais remota lembrança de infância. É lógico que na época eu nem sabia o nome das músicas, mas hoje em dia, depois de fazer umas pesquisas, olha só o que saiu, hahaha. Notem que as primeiras lembradas foram as nacionais e de repente as internacionais tomaram conta (a partir de 1982 -- reflexo da era Reagan? ou de repente justamente o ano em que me mudei para São Paulo, capital?). Em homenagem a minha irmã Cláudia, que com certeza lembra de coisas parecidas.

Número 1 - Sítio do Pica-Pau Amarelo, Gilberto Gil, 1978
Número 2 - O bêbado e a equilibrista, Elis Regina, 1979
Número 3 - Realce, Gilberto Gil, 1979
Número 4 - Deixa chover, Guilherme Arantes, 1979
Número 5 - Menino do Rio, Baby Consuelo, 1980
Número 6 - Você não soube me amar, Blitz, 1982
Número 7 - Thriller, Michael Jackson, 1982
Número 8 - Girls just want to have fun, Cindy Lauper, 1983
Número 9 - I just call to say I love you, Steve Wonder, 1984
Número 10 - We are the World, diversos, 1985