sábado, 11 de dezembro de 2010

Clube da Luta

Continuando a série "Cinema great scenes", aí vai uma que tem relação com duas grandes façanhas que ocorreram nesta semana. A primeira façanha: em retaliação à prisão (a meu ver injusta) do fundador do site WikiLeaks, os hackers simplesmente tiraram do ar os sites oficiais da Visa, do MasterCard e do PayPal. Tudo isso porque essas empresas se recusaram a transferir doações ao WikiLeaks. A segunda façanha: um dos maiores astros do Arsenal, time inglês, o já aposentado Eric Cantona (que estrelou o filme "Looking for Eric") conclamou que seus fãs fizessem a "revolução". Não é necessário pegar em armas, disse ele; basta sacar todo o seu dinheiro do banco.

Bem. Tudo isso é muito parecido com a apoteótica cena abaixo. Do filme "Clube da Luta" (1999), com atuações muito eficientes de Edward Norton e Brad Pitt. O protagonista decide que o melhor para o mundo era destruir os prédios onde se concentravam os bancos de dados das maiores empresas de cartão de crédito (que não é minha opinião, já que estou mais para a satyagraha de Gandhi). Mas o mais importante do filme é a competência em explorar os complexos de inferioridade do público masculino e colocá-los à mostra de maneira visceral. Notem a cena subliminar de um homem com genitália gigantesca, id est, o sonho de consumo do macho estadunidense.

Direção: David Fincher.



Quem hoje entrar no site do MasterCard verá a seguinte mensagem:

MasterCard has made significant progress in restoring full-service to its corporate website. Our core processing capabilities have not been compromised and cardholder account data has not been placed at risk. While we have seen limited interruption in some web-based services, cardholders can continue to use their cards for secure transactions globally.

2 comentários:

  1. Clube da Luta é um dos filmes que me surpreenderam. Quando estava no cinema não quis ver pq achei q seria mais um filme sem conteúdo e muito chute. Só assisti depois q me contaram a história. Tenho o DVD e assisto sempre. A cena final com a trilha de Pixies é muito boa e me arrepia toda vez.

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  2. Esse também me surpreendeu. Não vi no cinema porque achei a mesma coisa. Pensei que seria mais um filme de violência barata. No entanto, depois que me falaram diversas vezes, fui conferir. É um filme altamente psicológico. Gostei muito. Porque aborda um dos maiores problemas do ser humano, principalmente do público masculino: complexos de inferioridade sem motivo.

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