sexta-feira, 27 de maio de 2011

O real problema... do Brasil...

O real problema do mundo tem ligação, conforme o post anterior, com a ganância desenfreada de grandes empresas, principalmente as de armas e de energia, em aumentar as suas divisas. E quem se interpõe a isso, adeus...

Vide os talebãs. Os EUA não estavam nem aí se eles eram os ditadores teocráticos do Afeganistão. Bastou que o Talebã barrasse o escoamento de petróleo do Casaquistão para o Golfo Pérsico, que logo logo tiraram os barbudos do poder.

Aqui no Brasil não é diferente. Só que aqui estamos num nível extremamente bandeirante de quinta categoria. Vide a morte de ambientalistas na Amazônia. Questione um grande negócio e você irá morrer por um capanga jagunço.

Até freiras são mortas na Amazônia quando se interpõem aos negócios das grandes madeireiras clandestinas.

Agora, mega-fazendeiros, com mentalidade daquela época da escravidão, estão fazendo todo tipo de jogo político para que seus interesses sejam alcançados nesse vergonhoso debate sobre o novo código florestal.

Esses fazendeiros que produzem soja no Mato Grosso e que dizem que alimentam o povo brasileiro...

Você, caro leitor, come soja por um acaso?

Verdade seja dita: a soja destes lacaios serve apenas para sustentar a economia de commodities cujos maiores lucros caem na mão de especuladores que nunca pisaram numa lavoura. Quem perde é o pequeno produtor, vítima das mentiras dessa corja chamada bancada ruralista. O pequeno produtor ganha pouco e toda a sua produção sustentará o jato de luxo e o iate de fim-de-semana deste especulador de quem acabei de falar.

Esses fazendeiros não alimentam o povo. Alimentam apenas o bolso de uma cópia mal-feita de um godzilla tupiniquim que hoje está levando a sua esposa para passear no Shopping Cidade Jardim e amanhã a levará para Paris como se fosse uma viagenzinha de 50 quilômetros qualquer... 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O real problema...

Acabei de assistir a um filme chamado "GreenZone". Não é um filme... É uma denúncia. A denúncia sobre a manipulação visível que cada um de nós sofre por causa do lucro das empresas gigantes do nosso mundo.

É um filme sobre a guerra do Iraque.

Por que os EUA invadiram mesmo o Iraque? Não foram as tais armas químicas nunca encontradas?

Alguém dirá: não foram as armas químicas, foi o petróleo. Sim, acredito também que foi. A nação gringa não vive sem um petroleozinho... No entanto, para mim o petróleo foi a causa secundária. Uma causa secundária quase primária.

E a real causa primária? O orçamento de um trilhão de dólares em armas. Mísseis, bombas, helicópteros, navios, tanques, super-tecnologia militar, aviões.

O fato é o seguinte: sem guerra os orçamentos não se justificam e as empresas de armas não vendem.

Quem são as empresas? Isso fica para vocês pesquisarem na internet.

Eu chamo esta postagem de "real problema" pelo simples fato de que o sistema bélico tem consumido de maneira irreparável grandes recursos numa ciranda que não leva a lugar nenhum. Junto com este sistema está o sistema financeiro de modo geral. Mostrei na postagem anterior que estes godzillas globais entram nos países mais pobres de forma mercenária e levam boladas de dinheiro. Quer uma prova maior do que os serviços patéticos das companhias de telefonia celular?

Só sei que a PAX AMERICANA é uma paz burra e lucrativa. Burra porque a cultura pop espalhada por esta paz não traz qualquer lucro intelectual ou espiritual. Lucrativa porque o lucro é alto, mas não para eu ou você. Só uns poucos ganham e estes poucos estão provavelmente morando em alguma ilha particular que nem eu ou você sabe onde é. E a verba vem do imposto pago pelo cidadão americano comum ou então por nós que importamos coisas americanas... Ou bebemos líquidos pretos duvidosos de origem americana...

Não odeio estas pessoas que moram em tais ilhas particulares... Mas fico a pensar se o míssil construído pelas empresas destes senhores tem alguma serventia real para uma suposta segurança que é contos de fadas puro...

Enquanto isso, na vida real, vejo a população sufocada por esta correria escravizante do serviço irracional a estas empresas godzillas. Exemplo claro? Bem, no Brasil não vejo exemplo mais claro do que o esquecimento sobre o setor de educação. Sou deste setor. E vejo claramente a problemática. Algo que poderia ser resolvido da noite para o dia bastando o profissional professor ser mais valorizado... O profissional professor, ao contrário, é marginalizado, é abandonado. E abandonar o professor significa abandonar todos os alunos que a ele estão atrelados.



A verdade sobre a ZonaVerde está à mão. Graças a revolucionários projetos como o WikiLeaks. E enquanto venerarmos de alguma forma este poderio pós-romano que mata os bin Ladens para que os gritos de "nós vencemos" sejam ouvidos, estaremos inoculando alimento pela boca deste sistema podre que sustenta a nossa escravidão a uma forma de vida cujo sentido tende ao vazio absoluto. E ainda os imbecis têm a coragem de abrir a boca para chamar esta forma de estupro cultural de "democracia" e "liberdade". 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Verdades sobre Telecomunicações e empresas multinacionais no Brasil

Marcelo Alencar, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Telecomunicações escreveu um extenso artigo na coluna Cotidiano do Ne10. Vou reproduzir algumas partes do que eu acho um dos textos mais importantes que li em 2011. Obrigado ao amigo Cláudio Barreto por ter me mostrado.

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Página de acesso:
http://ne10.uol.com.br/coluna/difusao/index.php

Agora que o governo Fernando Henrique Cardoso está distante no tempo, e sem deixar saudades, vale a pena analisar as verdadeiras razões para a privatização das empresas estatais de telecomunicações, realizada a partir da alteração da Constituição e promulgação da Lei Geral das Telecomunicações, em 1997.

A privatização foi um dos motivos para os custos de telefonia, fixa e móvel, serem atualmente os mais levados do mundo, segundo relatório da União Internacional de Telecomunicações.

Para ir ao âmago do tema, vale a pena lembrar, e conectar, o trabalho de Kurt Rudolf Mirow e René Armand Dreifuss, que desenvolveram teses importantes para o entendimento da história recente do País.

Kurt Rudolf Mirow ficou famoso ao ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional pelo ministro Armando Falcão, ao publicar, em 1977, o livro "A Ditadura dos Cartéis", no qual denunciou o plano de multinacionais para dominar o mercado brasileiro.

O livro traz um depoimento impressionante sobre como atuam as empresas multinacionais. O autor, um industrial sem compromisso com ideologias ou movimentos políticos, foi diretor da Codima S.A. e sofreu as manobras e ameaças de um cartel internacional. Por isso, passou a investigar os problemas que as grandes corporações estrangeiras criam ao dominarem o mercado com acordos nefastos para os países onde atuam.

O livro foi um enorme sucesso porque divulgou, pela primeira vez, de forma direta e documentada, as práticas obscuras das grandes empresas multinacionais, no que se refere à conquista e manutenção de mercados cativos para seus produtos e a eliminação de concorrentes. Mirow também publicou a continuação, intitulada "Condenados ao Subdesenvolvimento", em 1978, e "Loucura Nuclear", em 1979, uma crítica ao programa nuclear brasileiro.

Sua tese explica a cartelização do mercado brasileiro em setores que vão das telecomunicações aos automóveis, nos quais as empresas combinam e praticam preços até três vezes superiores aos praticados nos Estados Unidos, por exemplo, descontados os impostos. Na área de telecomunicações, os preços podem chegar a 200 vezes aqueles cobrados em países como a Índia.

Essa formação de cartéis ficou patente na área de comunicações após a privatização. Os preços reais dos serviços são rigorosamente idênticos, mesmo que disfarçados em promoções, bônus, e outras artimanhas usadas pelas empresas. Com essa combinação de preços, as empresas amealham lucros estratosféricos, como a Vivo que apresentou uma receita líquida anual de R$ 18,1 bilhões, em 2010, 8,8% a mais que os R$ 16,6 bilhões de 2009.


Por conta da receita da Vivo, sua holding, a Telefónica de Espanha, obteve, em 2010, um lucro recorde de 10,167 bilhões de euros, o que corresponde a um aumento de 30,8% em relação ao ano anterior. Esse é um indicador da imensa remessa de lucros feita para o exterior, e essa é apenas uma das empresas que dominam o setor. É interessante notar que, na Espanha, a Telefónica teve prejuízo no mesmo período! Na sede das multinacionais os governos controlam, mais ou menos, a formação de cartéis.


Empresas foram criadas, no Brasil e no exterior, para coletar dinheiro de empresários e investí-lo em empreitadas como a compra de revistas e jornais, investimento em anúncios em todas as mídias, pagamento de palestras de especialistas e pagamento de propinas. Governantes, que não podiam ter depósitos das empresas beneficiadas em suas contas, certamente poderiam receber para ministrar palestras, por exemplo.


O paradoxal de tudo isso é notar que a estatização, uma atitude tipicamente socialista, foi feita pelos militares, notoriamente anticomunistas. E a privatização, uma ação geralmente atribuída à direita, foi realizada pelo socialista Fernando Henrique Cardoso, atualmente um palestrante famoso, que recebe US$ 50 mil por palestra ministrada, e que, curiosamente, resolveu defender a liberação da maconha no Brasil.

Em abril de 2004, menos de dois anos depois de deixar o governo, Cardoso já havia faturado cerca de R$ 3 milhões dando palestras no Brasil e no exterior, e recebido mais de R$ 15 milhões de doações de empresários para seu instituto.

E o Brasil, que tinha patentes próprias e era autosuficiente na produção de quase todos os equipamentos de telecomunicações, de centrais telefônicas a cabos ópticos, virou um exportador de divisas e importador de dispositivos. O déficit da balança comercial do setor eletroeletrônico chegou a R$ 27,3 bilhões em 2010. Nada menos que R$ 5 bilhões a mais que todo o valor arrecadado pelo governo Fernando Henrique Cardoso com a venda de todas as empresas de telecomunicações do País!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A notícia abaixo merece no mínimo uma manifestação de peso no twitter ou nas ruas!

Fonte: AFP, 11/05/11


LONDRES, 11 Mai 2011 (AFP) -A petroleira britânica BP anunciou nesta quarta-feira (11) que recebeu a permissão final das autoridades brasileiras para a compra de 10 blocos de exploração nas costas do Brasil do grupo americano Devon Energy, em uma operação de US$ 7 bilhões.
A autorização permitirá a BP explorar oito blocos nas bacias de Campos e Camamu-Almada, a profundidades compreendidas entre 100 e 2.780 metros, informa a empresa em um comunicado.
No dia 20 de abril de 2010, a explosão de uma plataforma da BP no golfo do México causou o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Chuva de meteoros nessa quinta-feira

Quem olhar para o céu na noite dos próximos dias poderá se deparar com um espetáculo diferente. O horizonte será cortado por uma chuva de meteoritos do cometa Halley, visível a olho nu. De acordo com a Nasa, o melhor período para observá-la é entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta (6), no mês de maio.

Dessa vez, quem estiver no Brasil, se a meteorologia ajudar, poderá assistir de camarote. As melhores condições de visibilidade estarão no hemisfério Sul. Em condições ideais, segundo a agência espacial americana, devem ser vistos entre 40 e 60 meteoritos por hora.

Para contemplar bem o fenômeno, o ideal é que se vá para um lugar sem muita iluminação.
“É um espetáculo muito bonito. É uma chuva de estrelas cadentes. Só que, com a luz de São Paulo, fica difícil de ver.

O ideal são locais mais afastados”, disse a astrobiólogo da USP Douglas Galante. “Cada um desses meteoritos é um pedaço do cometa Halley fazendo um um voo kamikaze na atmosfera”, explica o astrônomo Bill Cooke, da Nasa. “Muita gente nunca viu esse famoso cometa, mas, na manhã do dia 6 de maio, poderá assistir partes dele deixando rastros ardentes no céu”, completa. O cometa - Um resquício antigo da formação do Sistema Solar, o cometa Halley completa uma volta ao redor do Sol a cada 76 anos. A última vez em que ele se aproximou da Terra foi em 1986.

Atualmente, ele se encontra bem longe daqui, para onde só deve voltar novamente em 2061.
Ainda assim, a trilha de poeira gelada que ele deixa pode ser vista duas vezes por ano, quando nosso planeta cruza o caminho dessas partículas.

No mês de maio, essa chuva recebe o nome de Eta Aquarídea, porque o fenômeno parece começar perto dessa estrela da constelação de Aquário. Em outubro, ela se chama Orionídea. Apesar de começarem na constelação de Aquário, não será preciso olhar diretamente para ela para ver os meteoritos caindo.
“Os meteoritos podem aparecer em qualquer parte do céu”, disse Cooke. (Fonte: Giuliana Miranda/ Folha.com)

terça-feira, 3 de maio de 2011

A morte de Bin Laden...

Não há muito a comentar sobre essa tal suposta morte de Bin Laden... É como se os EUA estivessem acenando para a história e dizendo: "2001 e 2011 marcam o início de novas eras". Pura bobagem...

Para aqueles que ainda não assistiram, sugiro o documentário italiano "Il Nuovo Seculo Americano". Está longe de ser uma teoria da conspiração, e assim como Michael Moore em seus livros "Ei cara, cadê o meu País?" e "Uma Nação de Idiotas", faz a análise da vida de Osama Bin Laden como a vida de alguém extremamente importante para os EUA, já que devido à sua suposta ação nas torres gêmeas, a Raytheon e tantas outras empresas de armas faturaram bilhões na invenção da "guerra" ao Afeganistão e da conseguinte "guerra" do Iraque.

É uma pena... que nunca iremos saber de verdade o que aconteceu... Quem sabe o Wikileaks...