segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Jim Parsons e "The Big Bang Theory"

A primeira vez em que tive contato com "The Big Bang Theory" foi em um comercial de Tv em julho de 2007. Estávamos eu, Daniel Boriero e Manuela Rodrigues participando de um curso no SLAC e Universidade de Stanford, Califórnia e passávamos a noite assistindo tv e jogando conversa fora sobre a vida, o universo e tudo o mais. A tempo, o curso que nós três fazíamos aparece num cartaz de um dos episódios do seriado, o que nos deixou profundamente orgulhosos.

Logo que iniciou a primeira temporada, Daniel me passou um pendriver contendo os primeiros episódios e percebi algumas coisas interessantes na série televisiva: os personagens são professores de física recém-doutores, que sabem tudo de tudo e criam o estereótipo do físico tipicamente geek.

Confesso que não sou um geek, apesar de físico e professor recém-doutor. E confesso que os estereótipos criados na série são totalmente exagerados ao extremo. Para quem não conhece o meio ambiente dos laboratórios de física, "Big Bang Theory" soa como um modelo do que poderia ser os físicos típicos de universidade. Isso não é uma coisa muito boa.

No entanto, para quem tem um mínimo de ideia do quão exagerados são os personagens, fica patente que aquilo é mera ficção, como deve ser realmente pensado e uma ficção que nos faz rir de cair do sofá.

Um dos responsáveis por tamanha diversão é sem dúvida o ator Jim Parsons, que faz o papel de Sheldon, o físico geek semi-autista gênio sabe-tudo-de-tudo. E para viver Sheldon, Parsons criou muitos dos melhores trejeitos, frases e expressões de seriados de comédia dos EUA. Quem não lembra da expressão "Bazinga!"? O segredo, na minha opinião, é que Parsons soube traduzir para a tela o jeito ultra-honesto e sarcástico de um gênio hiper-egocêntrico.

Ontem, Parsons ganhou um Emmy de melhor ator de comédia. Sem dúvida bem merecido, assim como o Globo de Ouro recém-conquistado.

Abaixo um sample do que falei sobre Parsons.

http://youtu.be/51ZDFc1QTV4


2 comentários:

  1. Ainda não tive paciência para parar e assistir esse seriado, dizem que é muito bom. Bacana o post, fiquei mais curiosa ainda!! Abraço prof.

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  2. A melhor "sample" de um "geek" é justamente o "outsider style" do comportamento "standard" da manada, o que muitas vezes o torna justamente mais babaca que a média do "random walk" coletivo. O melhor do BBT é justamente a Penny cuja LLB (lógica lorra burra) explicita como o mundo "nerd", ah sim, "sorry', "geek", ancorado na vaidade do próprio umbigo, será icapaz de evitar o colapso. O seriado não exagera. Os personagens refletem muito bem não só o comportamento real de muitos físicos mas também alguns estereótipos da academia.Como a casa dela, meu quarto também é um vórtice de entropia rsrsrsrsr....

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